quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

MENINOS, EU VI!

Foi nosso melhor jogo e o nosso melhor adversário. Tivesse qualquer outro nome, Ronaldinho teria sido o melhor do jogo. Mas R10 é R10. De Ronaldinho exige-se o que se deve exigir dos gênios. Se esteve aquém do que poderia estar, ainda que além do que todos estiveram, Ronaldinho não foi bem no jogo. A idiotia é uma doença que às vezes se faz acompanhar de números. Aos tantos do 1º tempo isso, aos tantos do 2º tempo aquilo. Aos idiotas da objetividade (agradecimento eterno à grande alma rubronegra de Nelson Rodrigues!) é negado o entendimento do todo. Se foi nosso melhor jogo, a movimentação, a rapidez, a mudança do lado de jogo, a quem se deveu a melhora? Bem, aos 17' 32", faltando 2' 28'' para o tempo técnico, ocorreu... Deus do Céu, o que teria ocorrido aos 17' 32" de jogo? Ter deixado duas vezes, uma o LeoMoura, outra o Thiago Neves, na cara do gol não quer dizer grande coisa, uma vez que não anotei o tempo, quantos minutos, quantos segundos. Ter podido deixar o Deivid e o Abreu no mano a mano com o goleiro (faltou confiança aos 30 e poucos anos tanto de um quanto de outro) não quer dizer nada se sequer sei ao certo a idade de cada um (31 anos 7 horas 19 minutos 39 segundos?). O problema maior passa a ser quando o time perde a bola, a recomposição do esquema defensivo. Ontem houve estréia demais, cansaço demais, ansiedade demais. Vai ser preciso, claro, mais partitura que improvisação. Ontem foi um pouco assim: o time holandês de Nova Iguaçu jogando por partitura, nós pura improvisação. Ou, para usar números, sexteto de Miles, quarteto de Coltrane e, claro, claro, R10 - o melhor de todos.

Um comentário:

Julio Cesar disse...

Ontem a máquina de secar arcoirense estava ligada no máximo, mas como de costume, em vão.

SRN